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RITA MARIA
fora de órbita (rita maria)
Na aparência de menina,
a cantora e compositora Rita Maria esconde uma voz poderosa e versátil
e vem se revelando um novo talento da MPB. Seu primeiro trabalho solo,
o CD Fora de Órbita, chega para confirmar isso. Gravado ao longo
de cinco anos, o CD conta um pouco da história dessa artista, que
já se apresentou em importantes palcos paulistanos como SESC Pompéia
(Projeto Prata da Casa), SESC Consolação, Theatro São
Pedro e Espaço dos Satyros, com o show homônimo. Produzido por Rita Maria e
pelo violonista Zeca Loureiro, o CD traz treze faixas, das quais onze,
são de autoria própria. Com co-produção e
mixagem de Gilberto Assis, o trabalho chega com unidade e sobriedade.
Lançado em Junho de 2005 em show no teatro do SESC Pompéia,
Fora de Órbita chega às lojas com distribuição
da Tratore para todo o Brasil. Dividir o palco é algo
constante em sua carreira - participa do grupo vocal Trilha, um trio de
vozes femininas que atualmente apresenta um repertório voltado
a canções de mpb que trazem a água como assunto.
Além de cantar, Rita Maria ainda compõe e escreve arranjos
vocais para o trio. Paralelamente a esses trabalhos,
Rita atua também como cantora genérica, como ela própria
gosta de se definir - "a cantora genérica é aquela
que faz música no dia-a-dia, canta em eventos e festas, faz casamentos,
dá aulas de canto, sem uma marca registrada, mas com qualidade
e profissionalismo". Nessa categoria, o destaque
fica para a Palestra "Mulher, Suas Dores e Seus Amores", do
Dr. Malcolm Montgomery, da qual Rita participa interpretando as diversas
etapas do amadurecimento emocional feminino, sob a ótica afetiva,
psicológica e médica. Com a palestra ela teve a oportunidade
de cantar em diversas capitais do país, como Rio de Janeiro, Brasília,
Curitiba, Salvador e Fortaleza - esta última realizada para mais
de cinco mil mulheres. "Nunca havia cantado para tanta gente, é
uma sensação indescritível, de arrepiar até
a íris do seu olho", analisa. Sobre a mudança de nome
artístico, a conclusão é positiva. "Acho que
realmente acrescentou algo para mim, para meu amadurecimento como cantora
e artista. Pude compreender melhor o que me move a cantar e compor".
A confusão de nomes com Maria Rita acabou por expor seu trabalho
na mídia (Programa do Jô - TV Globo, Folha de São
Paulo, O Estado de São Paulo), tornando-o ainda mais acessível
ao grande público, principalmente através da internet, sem
alterar o curso natural de uma artista independente.
Proponho um desafio a você
que está lendo estas linhas. Tente definir em poucas palavras o
som de Rita Maria. Garanto que é tarefa impossível... Ter
contato com o som assumidamente universal dessa notável cantora
e compositora paulistana é uma experiência no mínimo
reveladora. Descobre-se um novo significado para a palavra Música,
que vai muito além dos simples conceitos de harmonia, melodia e
ritmo. Rita Maria é plural, jamais singular. E Fora de Órbita,
seu primeiro CD, é prova evidente disso. Senão, ouçamos:
Fora de Órbita (Rita Maria), um xaxado agalopado, é uma
análise nada usual de uma relação de amor pautada
pelo desencontro. É um modo único de definir a busca pela
paixão. Noite Que Não Preenche (Rita Maria), valsa de métrica
lírica impressionante e quebras constantes de andamento, propõe
uma viagem pelo subconsciente da emoção. Pé Calejado
(Rita Maria), um terno e delicioso xote, é a constatação
explícita de que é impossível viver sem amor, e de
que sempre é tempo de se render aos ditames do coração.
Vida (Rita Maria), valsa dissonante e instigante, é um retrato
das relações sentimentais e do cotidiano, nem sempre fácil
de ser vivido e assimilado. Borboleta Preta (Rita Maria), envolvente canção
pop com letra mesclando inglês e português, fala da liberdade
que uma borboleta tem de voar para onde quiser, liberdade essa que nós,
mortais e não-alados, não podemos desfrutar. Já O
Mar Que Existe Em Seus Olhos (Rita Maria), canção soturna,
pode ser definida como a história da lágrima que todos trazemos
na alma, e que vez por outra insiste em transbordar. E Alma (Rita Maria)
é uma belíssima valsa-jazz em vocalize, que pode ser ouvida
em momentos de reflexão, de interiorização. Marcada
por baixo e voz, expõe de modo cru e sem interferências outro
grande tesouro de Rita Maria, que é sua reserva vocal. A canção Gotas
de Sereno (Rita Maria), canção blues com toque renascentista
interpretada em dueto por Rita Maria e pelo guitarrista e violonista Zeca
Loureiro, é uma ode à constância do amor, à
perseverança da conquista. O amor floresce se for regado com freqüência
e dedicação. A faixa abre com a cantora reproduzindo vocalmente
gotas de sereno caindo na relva. Estrada de Névoa (Rita Maria)
é uma singela canção romântica com quebra rítmica
que aborda a simplicidade do dia sob a ótica de quem ama. Despertar
(Rita Maria), docíssima bossa nova, é uma delicada descrição
do início de um novo dia para um casal que verdadeiramente se quer
bem. Maçã do Rosto (Djavan), um delicioso xaxado, traz RITA
MARIA incorporando o cantar nordestino. Foi gravado originalmente pelo
alagoano Djavan em seu primeiro disco, A Voz e o Violão, de 1975.
Pedra Rara (Rita Maria), samba de rica harmonia, é uma explícita
e doce declaração de amor. E Nego Maluco (Edu Lobo/Chico
Buarque), sambão bem humorado, é parceria de Edu Lobo e
Chico Buarque gravada originalmente pelo primeiro no álbum Corrupião,
de 1993. A releitura de RITA MARIA traz no arranjo as pitadas de jazz
sugeridas na letra e termina numa rasgada batucada. Vale lembrar que Fora de
Órbita foi produzido por Rita Maria, Zeca Loureiro e Gilberto Assis
e gravado entre 2000 e 2004. Uma verdadeira odisséia de determinação
e talento. Rita Maria é intérprete versátil e focada,
dona de timbre limpo, cristalino, que vai da brejeirice absoluta à
mais profunda densidade mantendo sempre personalidade e afinação.
Ouvir Rita Maria é uma viagem, uma deliciosa aposta no novo, na
qualidade, no quilate mais alto. Alguma dúvida? Não, acho
que não...
"Proponho um desafio a você que está lendo estas linhas. Tente definir em poucas palavras o som de RITA MARIA. Garanto que é tarefa impossível...". Ter contato com o som assumidamente universal dessa notável cantora e compositora paulistana é uma experiência no mínimo reveladora. Descobre-se um novo significado para a palavra Música, que vai muito além dos simples conceitos de harmonia, melodia e ritmo. RITA MARIA é plural, jamais singular. E FORA DE ÓRBITA, seu primeiro CD, é prova evidente disso." (Toninho Spessoto) "Rita Maria mostra neste disco que seu talento é mais diversificado: não apenas canta, mas compõe e produz as próprias músicas. Entre os exemplos do talento pop da moça, que passeia do samba à música instrumental,"Pé Calejado" e "Borboleta Preta" são hits esperando o acesso às rádios para estourarem." (Marco Aurélio Canônico - Folha de S. Paulo) "Há, em suas composições, uma deliciosa mistura de psicodelia com os ritmos da terra, revelando influência de Secos & Molhados, Novos Baianos e Doces Bárbaros, além de Beatles e Led Zeppelin, como na faixa Borboleta Preta, que mistura português e inglês: "Cry butterfly num desmaio/ cross the sky/ scream and smile/ e bem no meio/ fall in a deep sleep/ nightmares of nails"." (Carlota Cafiero - Correio de Campinas) "No mais, Rita tem todas as características exigidas para uma boa cantora: ótima dicção, ampla tessitura vocal (sendo que caminha bem por ela), ritmo... além de se mostrar uma boa compositora. Desse modo, e ainda com "arranjos bem arranjados", de base simples (voz, violão, baixo e percussão), mas ricos em sua manifestação, só poderia resultar num belo disco." (Juliana Di Fiore - www.entrecantos.com) "Rita Maria canta com a força de uma veterana e a graça de uma iniciante. (...)O primeiro CD é recheado de louváveis criações próprias. A voz bem colocada revela a obra de uma compositora cheia de estilo e talento. Basta ouvir Noite que não preenche e Pé calejado. Lado a lado as faixas surpreendem com uma qualidade que leva Rita Maria para um seleto grupo de grandes compositoras brasileiras." (Beto Feitosa - www.ZiriGuidum.com.br) "FORA DE ÓRBITA foi produzido por RITA MARIA, Zeca Loureiro e Gilberto Assis e gravado entre 2000 e 2004. Uma verdadeira odisséia de determinação e talento. RITA MARIA é intérprete versátil e focada, dona de timbre limpo, cristalino, que vai da brejeirice absoluta à mais profunda densidade mantendo sempre personalidade e afinação." (Toninho Spessoto) "O CD Fora de órbita gira mundo e encontra seu caminho sofisticado e plural. Longe do rótulo de eclética, Rita Maria é inteligente e talentosa o bastante para que suas múltiplas influências fluam por sua música sem perder a identidade." (Beto Feitosa - www.ZiriGuidum.com.br)
:::::::fotos - Zé De Boni ::::::::
Para contratar o show: brazilbizz@brazilbizz.com.br
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