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fotos Fábio Duarte

MARCELA BELLAS

"Cantar é minha maneira de estar no mundo"
Com apenas 23 anos de idade, a cantora e compositora baiana Marcela Bellas vem se firmando no cenário musical da cidade com sua voz suave. Ela desponta como uma intérprete promissora e criativa, misturando de forma competente música brasileira com batidas eletrônicas, rock´n´roll, trip hop e ritmos populares, como o samba.

:::MODERNA MÚSICA BRASILEIRA:::

Aos poucos, consolida um projeto autoral que define como "moderna música brasileira", ou então, "música baiana urbana". "Quero dar a minha cara à música baiana, que não pode ser resumida ao axé music, é muito mais que isso. Eu canto a Bahia e sua tradição numa leitura bastante urbana, com uma veia eletrônica", diz. Seu trabalho tem personalidade e navega pelo lúdico, como nas inserções de trechos inusitados de gravações sampleadas. Até mesmo quando fala das dores de amor, ele mantém uma boa dose de humor como, por exemplo, na música "Mancha", parceria sua com o amigo e compositor Helson Hart "o amor manchou, desandou a maionese..." Marcela interpreta música de compositores baianos e tem uma série de composições em parceria com Hart, integrante do grupo baiano "Sambalada". Entre suas influências figuram desde as louvações à Bahia de Dorival Caymmi (vide a música "Mamãe Sereia"), passando pela irreverência dos Novos Baianos, pelo rock dos Beatles ao som tristonho do Portishead. "Na verdade, toda a tradicional música brasileira me inspira e o que há de mais novo e contemporâneo lá fora também me estimula. Até o que eu não gosto me inspira", colocou explicando em quais fontes bebe água.
Marcela conta que a música sempre fez parte de sua vida. Aos dois anos, já cantava pela casa; aos 8, conhecia quase todos os nomes da MPB e tinha seus ídolos. O primeiro deles foi Gonzagão. Conta que na sua casa ninguém ouvia música - a família não tinha tempo para isso. Com ela, ocorria o contrário, tinha todo o tempo do mundo para esse deleite. "Ia para a escola e o resto do dia só ouvia música. Não fazia mais nada", revela.

O acesso aos discos aconteceu por intermédio de um amigo da mãe, que possuía um bom acervo e gravava o material em fita cassete para ela. Entre suas lembranças de infância destaca ainda a paixão pelas interpretações de Maria Bethânia e Gal Costa, especialmente o disco Gal Fatal, um dos seus preferidos na época, além das composições de gênios como Batatinha e Cartola.
Aos 11 anos teve o primeiro contato real com a música: sua mãe a matriculou num curso de violão, onde estudou durante um ano. Posteriormente e aos poucos, foi dedicando-se a outras técnicas, em especial, a percussão tendo feito aulas com o Mestre Cacau do Pandeiro. Hoje, a intérprete tem um currículo consolidado e uma carreira em expansão. Já cantou com o grupo "Sambalada Eletrônica", foi vocalista e percussionista do grupo de samba "Quarto 14", participou das rodas de choro realizadas no Teatro Vila Velha em 2005 . Também já se apresentou em casas noturnas locais e, eventualmente, faz discotecagem. Para o futuro tem planos ambiciosos. "Quero levar minha música para o mundo inteiro e viver da arte", revela.
Seu mais novo projeto inclui o lançamento de um CD que já tem título e repertório selecionado, incluindo algumas composições próprias. Mas Marcela também tem outros sonhos… E o principal deles é bastante simples. Ela quer mesmo é cantar. Ela quer mesmo é estar no mundo por que, para ela, cantando é que se vive, é que se está realmente presente pois, onde quer que o artista esteja, uma vez cantando estará inteiro, estará vivo.

:::MÍDIA:::

 

:::SHOWS EM SÃO PAULO:::

Marcela Bellas é selecionada para o projeto "Prata da Casa", que abre espaço para novos artistas e grupos, do Sesc Pompéia e se apresenta no dia 24 de outubro de 2006.

O curador Pedro Alexandre Sanches fala sobre a nova cantora Baiana que estréia em São Paulo.

"Baiana, levante essa saia, tomara que caia que eu quero ver." A música popular baiana pós-axé music não para de render surpresas. É assim, no caso da cantora e compositora Marcela Bellas, que enriquece sua música com abundantes referências extraídas do rock´n´roll, da MPB, do samba de roda do Recôncavo, da música eletrônica, do rocksamba à moda dos Novos Baianos, do triphop, da velha bossa nova, do forró. Um de seus trunfos é a apresentação de novos autores da Bahia, como Ronei Jorge, Helson Hart, Mário Mukeka, Hebert Valois..."Até o que eu não gosto me inspira", condensa ela, democrática e agregadora.

Pedro Alexandre Sanches

Fará show também no Teatro do Sesc Campinas, dia 27 de outubro, 20h.

Nos shows em São Paulo, Marcela Bellas apresentará o seguinte repertório:

1- Quem vem lá
(Ronei Jorge)

2- Quando o samba quer
(Marcela Bellas & Helson Hart)

3- Mamãe sereia
(André Teixeira & Mário Mukeka )

4- Me Leve
(Hebert Valois)

5- Mancha
(Marcela Bellas & Helson Hart)

6- Uma nova bossa
(Marcela Bellas & Helson Hart)

7- Saudade da Batucada
(Dão)

8- Do jeito que seu nego gosta
(Lazzo Matumbi)

9- Mal secreto
(Wally Salomão)

10- Crimes do amor
(Helson Hart & João Jonga de Lima)

11- Seu brinquedo
(Marcela Bellas & Helson Hart)

12- O seu amor
(Gilberto Gil)

13- Camisa listrada
(Assis Valente)

Serviço:

Show Leve com Marcela Bellas

Projeto: Prata da Casa

Dia: 24 de outubro de 2006, 21h

Local: Choperia do Sesc Pompéia

End: R Clélia, 93 - Pompéia - São Paulo - SP

Tel: (11) 3871 7700

www.sescsp.org.br . 0800118220

Serviço:

Show Leve com Marcela Bellas

Projeto: InusitaSom

Dia: 27 de outubro de 2006, 20h

Local: Teatro do Sesc Campinas

End: Rua Dom José I, 270 - Bonfim - Campinas - SP

Informações: (19) 3737 1515 ou acesse: www.sescsp.org.br

* Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na Central de Atendimento. Capacidade 162 - Acesso Universal