FERNANDO MOURA

# CD DO BOM E DO MELHOR

FERNANDO MOURA LANÇA CD "DO BOM E DO MELHOR"

COM GRANDES NOMES DA MÚSICA INSTRUMENTAL BRASILEIRA

O nome do CD, um lançamento da gravadora Rob Digital, é Do Bom e do Melhor. A capa, que ostenta um prosaico caroço de feijão e as cores verde e amarelo, sugere um bocado sobre a receita brasileira e saborosa guardada na caixinha. Lá dentro tem Aquarela do Brasil, tem a jobiniana Chovendo na Roseira, tem o clarinete bem temperado de Paulo Moura. Mexendo as panelas (e o piano, os teclados, os arranjos...) está o músico Fernando Moura.

Do Bom e do Melhor, seu novo trabalho solo, leva a tradição da música brasileira àquela viagem sem fronteiras que só a mais nova tecnologia pode proporcionar. Ao disco. Compositor, músico e arranjador requisitado, Fernando Moura volta e meia troca a rotina de trabalho duro em seu estúdio para tocar um projeto bem pessoal. Foi assim com o ótimo Cinema Tocado, de 1992. É assim, agora, com Do Bom e do Melhor.

São 10 faixas, a começar por Aquarela do Brasil, do centenário Ary Barroso. "É o nosso hino nacional", explica. Na versão de Fernando Moura, o hino ganha intervenções deliciosas de Armandinho (bandolim) e Roberto Marques (trombone) - além do dono da festa, ao piano. Paulo, de Fernando e Paulo Moura, traz o mestre dos sopros num vôo jazzístico sobre a empolgante linha de baixo de Jamil Joanes. A terceira faixa do disco, King's Cross, é composição dele. Começa só com piano, sem pressa, e vai sendo puxada para o alto pelos sopros de Nilton Rodrigues (trompete e flueglhorn), Juarez Araújo (sax tenor), Roberto Marques (trombone) e Humberto Araújo (sax tenor). Chega lá em cima mesmo, e lá fica, para a alegria de quem está ouvindo, quando entra em cena a percussão de Marcos Suzano, Jovi e Beto Cazes. Aqui cabem parênteses.

Fernando Moura deu-se à pachorra de convocar uma turma de amigos talentosos, nomes freqüentes nos créditos dos bons discos e shows do ramo, por uma causa nobre. "Tudo, hoje, caminha para a tecnologia, a música inclusive. Mas tecnologia não substitui talento. Com os dois juntos chega-se a lugares inesperados", acredita o músico. Fecha parênteses e lá vem música.

O disco segue rodando com o samba que pulsa ao fundo da linguagem eletrônica de Batam (Fernando Moura e Nilo Romero). Depois, com os climas sugeridos por Jardim das Delícias e Alegria do Amor, criações de origens bem distintas. A primeira gravação de Jardim das Delícias, lá se vão 17 anos, marcou o início de uma fértil parceria musical entre Fernando e o percussionista Marcos Suzano. Alegria do Amor, que aqui ganhou um belo piano, foi composta para a trilha de uma novela japonesa - um dos muitos trabalhos da usina sonora em que Fernando Moura transformou seu estúdio. A seção dos clássicos, que começou com Aquarela do Brasil, continua. Chovendo na Roseira, de São Tom Jobim, ganha arranjo novo e lindo, além da surpresa dos versos cantados em japonês por Miyazawa Kazufumi. A versão de Oração ao Tempo, criada para a peça Mais Uma Vez Amor, com Marcos Palmeira e Luana Piovani, foi aprovada pelo autor do original, Caetano Veloso. O CD ainda abriga Saudades de Bangu, tributo a Hermeto Pascoal com um pé na tradição de Radamés Gnatalli. Nela, o piano de Fernando Moura ganha a companhia de Carlos Malta (sopros), Henrique Cazes (cavaquinho), Ronaldo Diamante (baixo), João Castilho (violão) e um conjunto de cordas. Mais cordas eruditas, as do renomado Quarteto Bessler, se juntam ao arranjo sacolejante de Lapa Tonight, música que chamou a atenção do DJ americano Smash. "Ele quer gravar um remix de Lapa Tonight para o selo Blue note. Disse que é um obvious dance hit", conta. Os que não ligam o nome à música devem estranhar. Quem é esse cara? Por que tanta gente boa foi até o estúdio tocar com ele?

Bom, Fernando Moura exercita há 20 anos o dom da onipresença musical. Já fez trilha sonora para filme do trapalhão Didi, programas de rádio e TV, tocou com Chuck Berry, quando o pai do rock esteve por aqui no Free Jazz Festival, com George Martin, em uma histórica visita do produtor dos Beatles ao Rio, e acompanhou uma constelação de artistas nacionais. Para responder com simplicidade, pode-se dizer que ele é o músico dos músicos. Aquele colega respeitado entre seus pares que, quando decidiu mostrar a cara mais uma vez, ganhou a pronta solidariedade de muitas feras, algumas citadas acima. Agora, com Do Bom e do Melhor, ele é nosso também.

(Por Pedro Tinoco)

# SHOW DE LANÇAMENTO DO CD DO BOM E DO MELHOR

 

FERNANDO MOURA LANÇA CD "DO BOM E DO MELHOR" NO INSTRUMENTAL SESC BRASIL

Pianista apresenta-se no dia 26/04 com músicos do primeiro time da música instrumental brasileira.

Entre eles, Marcos Suzano.

Acompanhado de um quinteto, o pianista, compositor, arranjador e produtor Fernando Moura lançará seu segundo CD solo, "Do Bom e Do Melhor" (Rob Digital) no dia 26 de abril no Instrumental Sesc Brasil, tradicional e prestigiado projeto que acontece às 18h30. O time de feras é formado por Marcos Suzano (percussão), André Carneiro (baixo elétrico), Nilton Rodrigues (trumpete), Roberto Marques (trombone) e Humberto Araújo e Macaé (saxofone tenor e alto), além do próprio Fernando Moura no piano acústico e teclados.

Tecladistas dos mais requisitados para apresentar-se ao lado de grandes nomes da música instrumental brasileira, como Armandinho, Marcos Suzano e Paulo Moura - parceiros que também participam do CD -Fernando mostra em São Paulo um repertório que inclui arranjos para "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso), "Oração ao Tempo" (Caetano Veloso) e composições suas, como o petardo musical "Lapa Tonight" (parceria com Jovi Joviniano) e "Paulo" (parceria com Paulo Moura).

Além da participação ativa na cena da música instrumental brasileira, com passagens pelo Free Jazz, Fernando Moura também já trabalhou com grandes nomes internacionais, como o maestro George Martin (produtor dos Beatles) e o lendário guitarrista Chuck Berry, além de acompanhar Marisa Monte, Nelson Gonçalves e Simone, entre muitos outros.

O CINEMA TOCADO - Autor de inúmeras trilhas para filmes, o segundo CD solo mostrou esse aspecto do seu trabalho, batizado de "O Cinema Tocado". O trabalho de arranjador, produtor e compositor também tornou-se conhecido pelas inúmeras colaborações em trilhas teatrais de grande sucesso nos palcos. Na década de 90 aprimorou seus conhecimentos de trilha na Escócia.

Nos últimos anos Fernando Moura vem produzindo discos de cantores e instrumentistas, como o do cantor japonês Miyazawa Kazufumi, que também participa do CD, interpretando o clássico de Tom Jobim, "Chovendo na Roseira". Com Marcos Suzano compõe e produz, formando uma instigante parceria, que agora mostra mais um fruto: o novo CD, com a percussão personalíssima de Suzano e a versatilidade dos teclados, ora acústicos, ora sampleados e programados.

# AGENDA DE SHOWS REALIZADOS EM SÃO PAULO

# POCKET SHOW NA FNAC PAULISTA

Local: FNAC Paulista (Av. Paulista, 901 - São Paulo - SP) - Tel: (11) 2123 2000

Dia: 26/04 (segunda) - 12h30 - GRÁTIS

 

# FERNANDO MOURA - INSTRUMENTAL SESC BRASIL

Local: Sesc Paulista (Av. Paulista, 119 - São Paulo - SP) - Tel: (11) 3179 3400 - www.sescsp.org.br

Dia: 26/04 (segunda) - 18h30 GRÁTIS - Os ingressos devem ser retirados 1h antes do show

 

# FERNANDO MOURA - SESC INSTRUMENTAL

Local: Sesc SJ dos Campos / Teatro Municipal (R. Rubião Júnior, 84 - São José dos Campos - SP) - Tel: (12) 3904 2000 Dia: 28/04 (quarta) - 20h30

 

# FOTOS DA MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA

 

# SAIBAS MAIS SOBRE O FERNANDO MOURA